O Whelling é um esporte radical praticado com motocicleta, que consiste em realizar manobras cuja força e equilíbrio são exigidos ao máximo pelos praticantes. O termo Wheelie é anglófono e quer dizer “Empinar”, porém no Brasil usa-se para designar o esporte como um todo, não apenas para o ato de empinar.

Surgiu na década de 1970 quando o californiano Doug Domokos desenvolveu a técnica de empinar a moto controlando com o freio traseiro, e passou a fazer exibições de suas habilidades. Domokos ficou conhecido como “The Wheelie King”, ou seja, o Rei do Wheeling. No Brasil essa modalidade tem crescido e conquistado públicos.

No domingo, 12 de maio, o 200milhas Racing foi conferir de perto esse esporte com a galera do “Wheeling Slz”, os quais os mesmos, nos possibilitaram uma rápida entrevista. Em breve faremos um vídeo com eles também.

O Whelling é um esporte radical praticado com motocicleta, que consiste em realizar manobras cuja força e equilíbrio são exigidos ao máximo pelos praticantes. O termo Wheelie é anglófono e quer dizer “Empinar”, porém no Brasil usa-se para designar o esporte como um todo, não apenas para o ato de empinar.
Surgiu na década de 1970 quando o californiano Doug Domokos desenvolveu a técnica de empinar a moto controlando com o freio traseiro, e passou a fazer exibições de suas habilidades. Domokos ficou conhecido como “The Wheelie King“, ou seja, o Rei do Wheeling. No Brasil essa modalidade tem crescido e conquistado públicos.
No domingo, 12 de maio, o 200milhas Racing foi conferir de perto esse esporte com a galera do “Wheeling Slz”, os quais os mesmos, nos possibilitaram uma rápida entrevista. Em breve faremos um vídeo com eles também.
1. Nós sabemos que o esporte não é ensinado por curso ou ministrado por equipes. Como vocês fazem para se aperfeiçoar neste esporte?
Geralmente, de primeira, você observa e acha diferente. Aí você pensa: Acho que dá para eu fazer. Mas na realidade, é um pouco mais complicado e perigoso. Nada que uma boa prática não resolva. Aqui, a nossa principal aliada é a prática e a consciência.
2. Toda prática de esporte necessita de equipamentos. Quais os principais equipamentos usados por vocês praticantes desse esporte?
Joelheira, caneleira articulada, cotoveleira, luvas e o fundamental que é o capacete.
3. As motocicletas são preparadas para a prática do wheeling. Quais os equipamentos dessas motocicletas?
Altera-se o freio comum para freio à disco, o radiador é maior, não podem possuir carenagem, e elementos que são obrigatórios em uma moto de rua, são retirados como farol, setas e painel. Além de apoiadores.
4. Quais as principais manobras praticadas?
Existem a cadeirinha, Borrachão, Enceradeira, Grau, Joelinho, No hands, No front, One hand, RL, Raspão, Superman, Surf e o Zerinho.
5. Quanto tempo a pessoa demora a aprender o Whelling?
Isso depende da pessoa. Tem pessoas que já aprenderam com um mês, mas treinando todo dia, e sem pena da moto. Não pode ter pena nem da moto e nem de você, por que aqui cair é inevitável para se aprender, por isso a importância dos equipamentos de segurança.(risos)

6. Assim como o esporte arrancada, nós sabemos que o whellie também é mal visto. Mesmo com uma pista de arrancada (Ilha Race, por exemplo), regular e federada (CBA), com ambulância etc. e tal, muitos afirmam que é algo feito por pessoas inconsequentes, transformando-o em um esporte marginalizado. No Whelling não é diferente certo?

Por um todos pagam. Nós que nos conhecemos, que gostamos e praticamos este esporte, mantemos todo um regimento, uma postura correta. Mas tem outras pessoas, que já não entendem isso. Chegam aqui já vem empinando, quando aprendem já saem empinando nas ruas, bagunçando tudo, se envolvendo em confusão, e como consequência disso tem a “queima do filme” do esporte, ou seja, fazendo com quem o nosso esporte perca sua reputação, sua seriedade.
7. Este esporte é bem “perseguido”, assim como a arrancada como eu havia falado anteriormente. Uma das dificuldades é obtenção de um espaço apropriado para se manter os treinos. Existe hoje um espaço próprio para esse esporte aqui em São Luís?

Não. Nós antes fazíamos nossos treinos no Ginásio Castelinho, depois nos foi impossibilitado tal espaço, com isso viemos usar o terreno abandonado, diga-se de passagem, pela antiga empresa Telemar, mas como somo mal vistos, nos tiram de lá também. Hoje estamos em outro espaço, dessa vez pagando para treinar. Estamos pagando um terreno que nem é tão apropriado por que, é uma área que possui um pouco de declive. Uma área ideal seria um pouco plana, pois com o declive deste que estamos, dificulta a realização de certas manobras, obrigando assim nós pilotos a redobrarmos a atenção. Daí a importância também de uma ambulância de prontidão.

8. Vocês possuem patrocínio? Fazem shows de manobras em eventos? Ganham por tal feito?
Também não. Como nosso esporte é marginalizado, nós não temos patrocínio. As empresas daqui de São Luís, não possuem tanta visão quanto a este esporte. Assim como o pessoal da arrancada, nós tiramos do nosso bolso para praticá-lo e para a manutenção das motos. Com isso não temos nem como cobrar por tais shows, por que nós não temos nenhum apoio ou patrocínio. Nós não temos nem espaço para a prática, como vamos nos aperfeiçoar para melhor nos apresentarmos?
9. Vocês já tiveram apresentações em alguns eventos pela cidade, como por exemplo, num campeonato de basquete realizado pela CUFA (Central Única das Favelas). Este é um projeto de nível nacional, voltado principalmente para as favelas, envolvendo esferas políticas, sociais, esportivas e culturais. Vocês possuem algum projeto que envolve as apresentações de vocês?
Sim. Nós possuímos um projeto juntamente a CUFA, conhecido como LOKOMOTIVA. Um projeto que visa, apresentações em campeonatos de basquete, movimentos de rua, nos apresentamos juntamente também com os grupos de hip-hop das periferias, mostrando assim para as pessoas que isso aqui não é marginalizado e que é um esporte sim que tem que ser levado a sério, mas que não possui nenhum reconhecimento.
10. Você tem algum recado para dizer aos nossos internautas que estão lendo esta entrevista e talvez queiram participar da prática desse esporte?
Gente é só vocês procurarem equipamentos de segurança, ter consciência e entrar em contato com a gente por telefone ou Facebook, para podermos dar a assistência necessária para prática deste esporte. E obrigado pelo espaço!

Aos que se interessaram pelo esporte, é só entrar em contato com o Maykon (8854-4514) ou com a Raquel (8710-7541).